Doce de Tomate com Canela e Limão na Moulinex Companion
O doce de tomate pertence àquela categoria de receitas em que poucos ingredientes, cozinhados devagar, conseguem transformar completamente aquilo que colocámos na panela. O tomate perde a acidez mais evidente, concentra-se, encontra a canela e o limão e acaba num doce profundamente familiar, particularmente bom sobre pão torrado, mas também interessante com queijo.
Nesta versão para a Moulinex Companion, mantenho alguma textura no tomate e uma proporção de açúcar que não apaga o ingrediente principal. A canela e a casca de limão dão-lhe o perfil tradicional; a baunilha e o vinho do Porto ficam como possibilidades, usados com contenção para continuarmos a saber que estamos a comer doce de tomate.
Ficha da receita
Categoria: Doces e conservas
Cozinha: Portuguesa
Preparação ativa: cerca de 15–20 minutos
Repouso: não aplicável
Cozedura: 45 minutos, podendo necessitar de mais 10–15 minutos para apurar
Rendimento: não especificado na receita original
Equipamento principal: Moulinex Companion
Os tempos de preparação são aproximados. A quantidade final e o tempo necessário para atingir o ponto dependem, entre outros factores, da quantidade de água presente nos tomates e do grau de redução pretendido.
Equipamento
- Moulinex Companion
- Lâmina Ultrablade
- Cesto da Companion
- Faca
- Tábua de corte
- Panela para escaldar os tomates
- Taça com água fria
- Prato pequeno para testar o ponto
- Frascos limpos e adequados à conservação de alimentos
Ingredientes
- 1 kg de tomate maduro, pesado depois de limpo
- 500 g de açúcar, ou 450 g para um doce menos doce
- 1 pau de canela
- Casca de ½ limão, apenas a parte amarela
- 1 colher de sopa de sumo de limão
- 1 pequena pitada de sal
- 1 colher de chá de baunilha, opcional
- 1 colher de sopa de vinho do Porto, opcional
Preparação
1. Pelar e preparar os tomates
Comece por fazer uma pequena cruz na base de cada tomate.
Mergulhe os tomates em água a ferver durante cerca de 30–60 segundos e transfira-os imediatamente para uma taça com água fria. A mudança de temperatura facilita a remoção da pele.
Pele os tomates, corte-os e retire a parte dura junto ao pedúnculo.
Se forem tomates particularmente sumarentos e tiverem muitas sementes, retire uma parte das sementes e do líquido. Não é necessário eliminar tudo: alguma textura faz parte do carácter deste doce e evita que transformemos o tomate numa polpa completamente uniforme antes de começar a cozinhar.
Pese agora 1 kg de tomate já limpo.
2. Triturar ligeiramente
Coloque o tomate na taça da Moulinex Companion com a lâmina Ultrablade.
Triture 10 segundos, velocidade 8.
O objectivo é desfazer os pedaços maiores, não produzir já um puré completamente liso. A cozedura ainda vai alterar bastante a textura.
3. Juntar os restantes ingredientes
Acrescente:
- 500 g de açúcar, ou 450 g se preferir reduzir ligeiramente a doçura
- 1 pau de canela
- Casca de ½ limão
- 1 colher de sopa de sumo de limão
- 1 pequena pitada de sal
- 1 colher de chá de baunilha, se utilizar
Ao retirar a casca do limão, procure levar apenas a parte amarela. A zona branca interior é mais amarga e não acrescenta aquilo que procuramos aqui.
A baunilha é inteiramente opcional e deve permanecer discreta. Queremos que acompanhe o tomate, a canela e o limão, não que passe a definir o sabor do doce.
4. Cozinhar e reduzir
Programe a Companion para 45 minutos, 105 ºC, velocidade 3, sem a tampa doseadora.
Coloque o cesto sobre a abertura para permitir a saída do vapor e, ao mesmo tempo, reduzir os salpicos.
Esta evaporação é importante. O tomate contém uma quantidade considerável de água e o doce precisa de a perder gradualmente para concentrar sabor e ganhar consistência.
5. Verificar o ponto
Terminado o tempo, retire o pau de canela e a casca de limão.
Coloque uma pequena quantidade de doce num prato frio e deixe arrefecer durante alguns instantes. Passe o dedo ou incline ligeiramente o prato para observar a consistência.
Tenha em conta que o doce quente parece sempre mais líquido do que ficará depois de arrefecer.
Se estiver claramente demasiado fluido, programe mais 10–15 minutos, 110 ºC, velocidade 3, novamente sem a tampa doseadora e com o cesto sobre a abertura.
Verifique novamente antes de prolongar ainda mais a cozedura.
6. Juntar o vinho do Porto, se utilizar
Se quiser acrescentar vinho do Porto, junte 1 colher de sopa nos últimos 5 minutos de cozedura.
A quantidade é deliberadamente pequena. O objectivo é introduzir uma nota aromática adicional sem transformar o perfil tradicional do doce.
7. Ajustar a textura
Se prefere encontrar alguma textura de tomate, pode deixar o doce tal como está.
Para uma consistência mais homogénea e cremosa, depois de retirar a canela e a casca de limão, triture 15–20 segundos, aumentando progressivamente até à velocidade 8–10, conforme a textura pretendida.
Tenha cuidado ao triturar uma preparação muito quente e siga sempre as indicações de segurança do seu modelo da Companion.
Notas
- Escolha do tomate: use tomates maduros e com bom sabor. Como são o ingrediente principal, tomates muito aguados ou pouco maduros terão impacto no resultado e podem exigir mais tempo de redução.
- 450 ou 500 g de açúcar: a receita permite as duas quantidades. Com 450 g terá um resultado menos doce; com 500 g aproxima-se mais do perfil inicialmente proposto. Alterar a quantidade de açúcar também pode influenciar consistência e conservação.
- Não retire obsessivamente todas as sementes: retire o excesso de líquido e sementes se os tomates forem muito sumarentos, mas não é necessário deixar apenas a polpa. Neste doce, alguma textura é bem-vinda.
- Não triture demasiado no início: é preferível começar com alguma estrutura e decidir no final se pretende um doce mais liso. Depois de transformado em puré já não conseguimos recuperar a textura.
- Canela e limão: são os aromas principais desta versão. A baunilha e o vinho do Porto são complementos opcionais e devem ser usados de forma discreta.
- O ponto muda ao arrefecer: não continue a cozinhar apenas porque o doce parece fluido enquanto está muito quente. Faça o teste num prato frio antes de decidir prolongar a cozedura.
- Para adiantar trabalho: pode pelar e limpar o tomate antecipadamente e conservá-lo no frigorífico, num recipiente fechado, até preparar o doce.
- Conservação no frigorífico: se não pretende fazer um processo específico de conservação para armazenamento à temperatura ambiente, coloque o doce em frascos limpos, deixe arrefecer adequadamente e conserve no frigorífico. Use sempre utensílios limpos para retirar o doce e rejeite-o se surgirem sinais de bolor, fermentação indesejada ou alterações de cheiro e aspecto.
- Conservação prolongada: encher um frasco com doce quente e fechar a tampa não é, por si só, uma garantia de conservação segura durante meses à temperatura ambiente. Para esse tipo de armazenamento deve utilizar um método de conservação validado e adequado à receita, incluindo recipientes e processamento apropriados.
- Congelação: se não quiser processar frascos para conservação prolongada, pode congelar pequenas porções em recipientes adequados, deixando espaço para expansão. É uma solução prática quando fazemos doce para aproveitar uma grande quantidade de tomate maduro.
- Como servir: além do pão ou das torradas, o doce de tomate combina particularmente bem com queijos, permitindo utilizar uma quantidade pequena como contraste doce numa tábua ou numa entrada simples.
Subscreva a newsletter gratuita da Lady Marmalade para receber novas receitas e ideias práticas para uma cozinha mais organizada, saborosa e possível na vida real.

Deixe um comentário